O Reformer e o Método
- moniqueaayala
- 14 de dez. de 2025
- 3 min de leitura

John Howard Steel, aluno de Joseph e Clara, observou muito bem que o Reformer é uma máquina com cerca de 100 anos que sofreu pouquíssimas modificações, não foi atingida pela tecnologia e continua eficiente e maravilhosa.
O Reformer Clássico possui 4 molas de igual intensidade, alças de couro, uma caixa leve e baixa (poucos centímetros maior que a altura das ombreiras) e handles que rodam 360 graus. Ele vem com 2 pads, 2 straps (para frog, leg circles e long spine, por exemplo), um bastão, 2 faixas que se fixam na estrutura perto das molas e 2 marchas. É simples assim, absolutamente genial, reforma e transforma corpos de todos os tipos desde 1934 exatamente do jeitinho que é.
Na minha opinião, sempre que tentaram mudá-lo, modernizá-lo ou melhorá-lo fizeram, desculpe a palavra, uma cagada:
Para que cordas ajustáveis?
Para que três alturas da Barra de Pés ou, pior ainda, Barra de Pés fixa?
Cadê o bastão?
Em alguns casos, cadê a alça de pés que torna possível a série de Short Box e auxilia no Swan?
Por que uma caixa do tamanho e peso do Everest? (Como diz minha amiga e também instrutora de Pilates Aline Campos)
Cadê a folga das molas?

Quando trabalhamos dentro da metodologia, o próprio aluno tira as molas e por isso é importante existirem as folgas. A mola deve ser colocada e retirada com facilidade para não perder o ritmo da aula.
A caixa deve ser leve para que todos possam pegá-la sem dificuldade, deve ser baixa para facilitar o apoio do pé na faixa para série de Short Box ou na barra de pés, como é o caso do Swan, e também para que pessoas de baixa estatura possam usufruir dela. Todos os corpos lembram?

O couro é firme e dá segurança, feedback e sustentação. Eles não ajustam e por isso não ficam assimétricos durante a aula, não desconectam do nada e principalmente não fazem o pobre do professor ficar ajustando o tempo inteiro. Se o exercício exige um tamanho menor das tiras, o aluno pega no couro mesmo, ao invés de usar os handles. O couro não escorrega na mão e como é largo é fácil de fazer a pegada, então poupa o tempo e o trabalho do professor de encurtar as alças e aumentar as alças que cá entre nós é cansativo à beça.
O aluno também deve ser capaz de rapidamente subir e descer a Barra de Pés, quando ela é fixa, obriga o professor a manuseá-la todas as vezes para todos os alunos. Depois de 10 anos anos trabalhando assim a sua coluna vai começar a te xingar alto, em forma de dor.
Os handles precisam girar para que inúmeros exercícios possam acontecer.
Os pads para não escorregarem.

O bastão para tornar a Short Box mais gostosa, desafiadora e dar uma imagem do alinhamento do aluno para o professor. Aliás, é legal ter um bastão grandão para alunos com restrição de ombros e os que têm os ombros largos.
A marcha pode ser usada para alunos altos, rígidos ou com patologias de ombros e joelhos, por exemplo.
Enfim, tudo tem um propósito que funciona muito claramente para quem trabalha com a metodologia da Contrologia. Se você ainda fica perdido dando aula, se sente que precisa de mais informação ou menos trabalho em relação aos ajustes dos aparelhos, procure um professor clássico, faça umas aulas, faça perguntas, pode ser que você também se apaixone pela linha linha clássica e pode ser que não, mas pelo menos poderá tomar a decisão da sua forma de trabalho com propriedade.
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